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Bloco propõe à Câmara de Loures que garanta acesso de todos os alunos às aulas do 3.º período

Bloquistas pretendem que autarquia garanta acesso de todos os alunos às atividades letivas através das plataformas eletrónicas escolhidas por cada agrupamento de escolas. Para o Bloco de Esquerda Loures, “tempos excecionais implicam medidas à altura” para que “ninguém fique para trás”.

O Bloco de Esquerda remeteu uma proposta à Câmara Municipal de Loures para que acautele o acesso de todos os alunos e alunas do concelho às atividades letivas.

Os bloquistas pretendem que a autarquia liderada por Bernardino Soares garanta que todos os alunos do concelho de Loures possam ter acesso às atividades letivas através das plataformas eletrónicas selecionadas por cada um dos agrupamentos de escolas.

Recorde-se que foi definido pelo Ministério da Educação que, no terceiro período do calendário escolar, as matérias seriam lecionadas através de meios digitais, mediante o uso de plataformas eletrónicas selecionadas por cada um dos agrupamentos de escolas, solução que seria complementada por módulos de ensino/aprendizagem através da TV, no canal da RTP Memória, disponível na TDT e no cabo.

No entanto, uma parte dos alunos dos vários agrupamentos do concelho não tem acesso a equipamentos tecnológicos ou à Internet, ou a ambas estas ferramentas, indispensáveis para acompanhar as atividades letivas.

“Esta condição aumentará as desigualdades entre os alunos, comprometendo o acesso universal à Educação previsto na Constituição da República Portuguesa, ao impedir que muitas crianças e jovens lourenses consigam acompanhar as atividades letivas durante todo o terceiro período”, avança Fabian Figueiredo, dirigente nacional e coordenador da concelhia de Loures do Bloco de Esquerda.

“A Escola Pública deve ser o garante máximo de igualdade entre todas as crianças e jovens”, continua o dirigente bloquista.

“Vivemos um tempo excecional, o que implica medidas à altura e que possibilitem que todos possam acompanhar as aulas síncronas, sem deixar ninguém para trás, porque essa a verdadeira essência e a razão de ser da Escola Pública”, defende ainda Fabian Figueiredo.