Bloco vota contra duplicação do valor dos dísticos de residente

O Bloco de Esquerda votou contra a proposta do executivo do Partido Socialista que visa duplicar o valor dos dísticos de residente da Loures Parque. O partido considera que a medida funciona como um novo imposto municipal que agrava de forma injusta o orçamento das famílias do concelho.

 

Para os bloquistas, a dependência do automóvel em Loures não é uma escolha, mas sim uma imposição. A falta de uma oferta de transportes públicos que responda à vida real de quem estuda e trabalha fora da localidade torna quase impossível viver no concelho sem viatura própria. A posição do partido sublinha que o Estado e a Autarquia falham na oferta de mobilidade e, em seguida, cobram às famílias que são obrigadas a ter carros para trabalhar o custo de estacionar o carro à porta de casa.

 

Uma Dupla Penalização para os Residentes

Apesar de reconhecer que os valores dos dísticos estavam congelados há vários anos e que a inflação pesou nas contas da empresa, o Bloco questiona quem deve assumir essa fatura.

Aumentar as tarifas é uma dupla penalização para os residentes, que já suportam o aumento do custo de vida.

As famílias já lidam com os preços elevados dos combustíveis, da energia e da habitação.

Loures Parque apresenta uma situação financeira estável, com liquidez reforçada e baixo endividamento, estando provado que a viabilidade da empresa não depende da duplicação destas tarifas.

 

A Alternativa: Receitas das Multas

Desde 2020, as receitas provenientes das multas de estacionamento passaram a reverter integralmente para a Câmara Municipal de Loures. Contudo, a Loures Parque continuou a suportar todos os custos associados à fiscalização.

O Bloco de Esquerda defende que a solução não passa por sobrecarregar as famílias, mas sim por uma reestruturação interna. A Câmara Municipal de Loures deve financiar adequadamente a empresa, devolvendo-lhe uma percentagem das multas para cobrir as despesas de fiscalização. 

Não devem ser os residentes de Loures a suportar do seu salário a devida fiscalização do estacionamento, defende o Bloco, que votou contra a proposta do executivo